sábado, 24 de outubro de 2009

O tempo

Não pode ser, não pode ser verdade
Como pode do nada, nossas vidas virarem
Meu peito dói tanto, sufoca, aperta de mais
É injusto que para haver amor, exista quem sofra.

Ser egoísta e amar, sofrer para não magoar
Duas almas não deveriam amar a mesma
A solidão de quem fica, a alegria de quem vai
Sacrificar o amor para salvar, fechar os olhos.

Quanta besteira permeia, quanto tempo
Esperar que assim como veio, vá
Não resolve as coisas nem responde a pergunta
De que a vida acaba e não vemos todas as cores.

Não posso forçar o andar da carruagem
Nem obter a felicidade sem paciência
A dor serve para saber o quanto se quer
E para medir a força de nossa vontade.

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